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Publicado em 30/09/2026 06:09:52 • Meteorologia

Supercélula, tornado ou microexplosão

O que explica a gravidade da tempestade nas Missões e no Noroeste do RS?
Imagem meramente ilustrativa (Foto: Canva)

A forte tempestade que atingiu as regiões das Missões e do Noroeste do Rio Grande do Sul entre a noite de segunda-feira (28) e a madrugada de terça-feira (29) foi provocada por uma supercélula, segundo meteorologistas. O fenômeno causou vendavais, queda de granizo e diversos danos em municípios da região.

A instabilidade foi intensificada pela formação de um ciclone extratropical sobre o Uruguai e pela frente fria associada ao sistema. Conforme especialistas, a combinação de umidade, abertura de sol durante a tarde e forte instabilidade atmosférica favoreceu tempestades mais severas.

Os maiores impactos foram provocados principalmente pelo vento forte e pelo granizo, e não pelo volume de chuva. Meteorologistas avaliam, com base nos estragos observados, que as rajadas podem ter ultrapassado 100 km/h em alguns pontos, embora não existam medições oficiais dessas velocidades nos locais mais atingidos.

Uma supercélula é uma tempestade altamente organizada que possui uma corrente de ar em rotação. Esse tipo de formação pode permanecer ativo por mais tempo e produzir granizo de grande porte, ventos extremos e até tornados.

Apesar da intensidade dos estragos, a Defesa Civil informou que ainda não existem evidências suficientes para confirmar a ocorrência de tornado ou microexplosão nas Missões e no Noroeste. A análise do padrão dos danos, imagens de radar e outros registros é necessária para determinar se algum desses fenômenos ocorreu.

Até o balanço divulgado na manhã desta terça-feira, pelo menos 5 mil pessoas tinham sido afetadas. Santo Antônio das Missões, São Luiz Gonzaga e Cerro Largo concentravam grande número de atingidos, enquanto Catuípe, Panambi e Palmeira das Missões também registraram casas, escolas e outras estruturas danificadas.

Fonte: GZH
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